Segunda-feira, Novembro 30, 2009

Meu clube: São Paulo

São Paulo, clube querido, tu tens o nosso amor. Teu nome e tuas glórias têm honra e esplendor.

Trazes glórias luminosas do Paulistano imortal. Da Floresta também trazes um brilho tradicional.

O São Paulo decepcionou nos dois últimos jogos, é fato. Mas nada muda sua história e todo o amor que dedico ao meu clube.

O São Paulo me educou, me criou, me tornou o que sou. Sou grato e fiel às suas cores e seus símbolos.

Uáique Páique-Cháique
Uáique
Uáique Páique-Cháique
Uáique
Tchen-Gô-Tchen-Gô
Rá-Rá-Rá
Arakan-Baran-Bakan
Arakan-Baran-Bakan
Stuberê-Stuberá
Macambê-Mecambecá
Rico-réco, Rico-rá
Rá-Rá-Rá
São Paulo!
São Paulo!
São Paulo!

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

ACDC amanhã!!

Nos vemos lá!

Terça-feira, Novembro 10, 2009

cela

De olhos fechados ele tenta não sentir o frio que entra pela fresta da porta. A janela estava sempre aberta e a corrente de ar se formava de modo a gelar todo o ambiente a partir dos longos corredores do prédio. Ele está sozinho e não sabe o que esperar do dia seguinte, sequer do minuto seguinte. A cela era pequena, sem nenhuma mobília. Nas paredes, marcas de pessoas como ele, que outrora habitaram aquele local. Desenhos, poemas, juras de amor, de morte e de vingança. Alguns haviam usado a parede para contar os dias até a liberdade, mas ele não tinha perspectiva. Encolhido no canto da cela, ele tenta fazer o tempo passar. As horas se arrastam em movimentos circulares, no mesmo sentido dos seus pensamentos. A cabeça já não funciona direito, ele tenta entender porque está ali, qual crime cometera, o que fazer para se livrar desse martírio.

Ele tenta se lembrar do julgamento, não consegue.

A única lembrança é do momento em que fora jogado ali. Esforça-se para lembrar mais, talvez dê alguma pista sobre sua condição e até quando isso vai durar. Ele não se lembra.

Só se lembra de um rosto.

Um rosto que lhe causa sentimentos mistos. Paixão, raiva, ternura, ódio, uma profunda sensação de paz, seguida de perto por uma inquietante vontade de estraçalhar e dilacerar. Era um rosto conhecido, mas que não lhe trazia maiores lembranças. O que teria acontecido à sua memória? Não conseguia reaver os fatos, só tinha sensações inexplicáveis. Esforça-se, a angústia aumenta a cada tentativa falha de compreender sua situação.

Concentra-se no rosto. Tenta sentir tudo o que aquele rosto lhe traz. O sentimento de raiva cresce. Passa a odiar aquele rosto. Associa a ele todo esse mal estar que sente preso nessa cela. Sua vontade é encontrar seu dono e eliminar sua existência. Na verdade se contentaria se esquecesse essa imagem, mas ela é persistente e a cada segundo cria ainda mais desconforto.

Tenta se levantar, percebe que não está apenas preso numa cela, está também amarrado. Uma camisa de força lhe fora colocada, os braços estão completamente sem mobilidade. Vira-se, fica de joelhos. Apóia a planta do pé direito no chão, num impulso coloca também o esquerdo. Está de pé, apoiado pelo ombro na parede sob a pequena janela.

As lembranças começam a voltar em doses homeopáticas. Agora sabe que aquele rosto é sim da pessoa responsável por ele estar ali. Os bons sentimentos que antes tinham surgido com a imagem se foram de vez. A raiva, o ódio e a vontade de eliminar aquele rosto de vez agora tomam conta. Decide sair dali. Decide encontrar a pessoa responsável por aquilo.

Debatendo-se para tentar livrar-se da camisa de força, gasta muito de sua parca energia. Num movimento brusco e desastrado, bate com a cabeça na parede oposta à janela. Com o impacto, suas pernas perdem a estabilidade e desaba no chão. O sol lá fora batia justamente em seu rosto. Sente o calor e o incômodo da luz excessiva quando suas pupilas ainda estavam dilatadas pelo escuro do resto da cela. Sente também o calor do sangue que escorre da sua testa e chega até sua orelha e olho esquerdos.

Em pouco tempo, entra em sono profundo. Desse sono, em um sonho veio a epifania. Ele não estava preso por condenação jurídica. Não estava cumprindo uma pena com data pra começar e pra acabar. Ele havia sido jogado ali por alguém que costumava lhe inspirar confiança. Passara-lhe a chave e acabara com toda a ilusão que havia criado. Derrubara-lhe do alto de sua falsa felicidade. A queda de tal altura causa estragos irremediáveis. E esses estragos eram exatamente o que lhe doía.

Lembrou-se do rosto novamente, agora sabia de quem se tratava. Era a pessoa a quem havia dedicado todo o amor que havia. Era a pessoa a quem ele tinha se entregado sem medo, sem relutância.

Não estava preso em uma instituição pública de correção de desvios de caráter. Talvez por isso não encontrava sinal de outros habitantes no local. O local de seu cárcere era muito pior, com um sistema de segurança muitas vezes mais impenetrável. Desse local, dificilmente conseguiria ser resgatado. Praticamente impossível uma fuga.

Estava preso, sozinho e abandonado. Preso dentro de seu próprio coração.

Um coração apertado, frio, com paredes de concreto armado. Vazio, inabitado, completamente ausente de vestígios humanos. Aqueles riscos na parede, as juras de amor, os dias contados, tinham sido todos feitos por ele mesmo em dias felizes de outrora. As palavras de ódio, de vingança, talvez não lembrasse, mas foram também feitas por ele.

Ele está de pé. À sua frente, o rosto. Com o rosto, todo o resto. A pessoa estava ali, parada, com ar sereno e decidida a não voltar atrás. A fúria toma conta. Seu punho cerrado se levanta contra o rosto, indubitavelmente culpado. Pega impulso e parte com grande força e velocidade em direção ao nariz. O impacto gera um som seco, seguido de uma queda. Do rosto, nenhum ruído se escuta, ainda que os faça aos montes. O mesmo punho procura agora algum instrumento, encontra logo ao lado um pedaço de pau. Não muito pesado, mas em uma das extremidades havia um prego enferrujado. O punho tem ajuda da mão esquerda. Levanta o pau, certifica-se de que o prego está virado para baixo, e o encaminha com grande força para o rosto. Só se escuta o barulho do impacto. Desfere mais um golpe, do outro lado do rosto. Outro golpe, na cabeça. Ao olhar de lado, percebe que há muitos outros objetos que lhe servirão. Facas, pé-de-cabra, um machado, pedras. Cada um desses instrumentos cumpre o seu papel quando empunhados pelas suas mãos raivosas. O que resta é um corpo sem rosto. Sem vida.

Abre os olhos, a lua joga luz sobre seu rosto. Sente a dor da pancada na cabeça. Sente o gosto de sangue na boca. Está numa cela. Pequena, mal cheirosa, dois outros homens a dividiam com ele. O carcereiro come algo que cheira como cachorro molhado.

Lembra-se de tudo. O arrependimento ameaça vir. Mas não vem.

Finalmente estava livre.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Aniversário da Virgínia

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Skull


Tempero
Upload feito originalmente por Leandro R. Gonçalves
O ensaio com uma caveira.

13 imagens, número emblemático, algumas em cor, outras em preto e branco. Todas com um único tema: o consumo do homem pelo próprio homem.

Até onde somos de fato livres para pensar? Até onde não somos simplesmente objeto de consumo de outras pessoas, que, por sua vez, também são consumidas por outras e outras?

Esse ensaio fotográfico tenta explorar essa linha de pensamento. O material está lá, é só vocês consumirem.

Domingo, Setembro 06, 2009

Alagô


Alagô
Upload feito originalmente por Leandro R. Gonçalves
É, feriadão tá sendo bem bacana.

Todo mundo aqui de casa viajou, e eu fiquei sozinho em casa. Não viajei também por uma série de motivos, sendo o principal deles a possibilidade de ficar só comigo mesmo e aproveitar meu tempo em casa, lugar onde tenho ficado muito pouco ultimamente.

Ontem, dia de Brasil x Argentina (chupa, Maradona!), recebi a visita do Eli. Estávamos nós cá brincando com minha novíssima Nikon D60 (dessa brincadeira saiu a imagem do último post) quando um barulho suspeito de água se faz ouvir vindo da cozinha. No primeiro momento pensei ser a torneira da área de serviço, quebrada, que de vez em quando se abre sozinha. Mas não. Era o filtro. O cano que leva água da parede até o reservatório tinha estourado e a água jorrava, molhando toda a pia, o forno elétrico, o microondas e, por fim, o chão.

A cozinha virou uma piscina. Bem aos molder do episódio de Tom & Jerry no qual o ratinho faz a pia transbordar, deixa a geladeira aberta e a cozinha vira uma pista de patinação no gelo.

Mas aqui a coisa não foi tão divertida. Após muito procurar, encontramos o registro da água, o qual foi fechado. Mas era tarde pra evitar um alagamento. Três toalhas foram necessárias para segurar a água dentro da cozinha e não extrapolar para a sala. Dois rodos, o meu e o do Eli, trabalharam, então, incessantemente para levar a água da cozinha até a área de serviço - não, não tem ralo na cozinha.

Litros e litros de água limpa e potável pelo ralo por conta de um cano estourado. Belo feriadão.

Ah, e valeu, Eli. Se você não estivesse aqui eu estaria até agora manuseando o rodo sem chance de sucesso.

(p.s.: a cozinha não tá mais alagada, mas também não tá 100% seca. Fizemos o que pudemos)

Espelho dessincronizado


Ma che?!?
Posted by Picasa

Sexta-feira, Agosto 14, 2009

Ganhando importância!

Saiu no Diário Oficial do Município, como matéria de capa do dia 12 de Agosto de 2009:
Programa Trilhas Urbanas mostra peixes que habitam o aquário do parque da Luz
Evento, nesta quinta-feira (13/08), contará com uma trilha especial que, além de abordar o aquário, levará os interessados a percorrer outros espaços do parque. Será distribuído um folder sobre os peixes.

Nesta quinta-feira (13/08), às 14h, o paulistano está convidado a conhecer alguns habitantes do parque Jardim da Luz: os peixes. O evento contará com uma trilha especial que, além de abordar o aquário, levará os interessados a percorrer outros espaços do parque. Será distribuído um folder sobre os peixes.

As pesquisas para a concepção do folder foram coordenadas por Virgínia Talaveira, coordenadora do Projeto Trilhas Urbanas, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, pela equipe do museu de Zoologia da USP (responsável pela identificação dos peixes do aquário) e pelo estagiário Leandro Rodrigues Gonçalves, com a colaboração de outros estagiários.

Habitam o aquário cerca de 13 tipos de peixes escolhidos para representar uma parcela da fauna aquática sul-americana, entre eles o dourado, acará, curimbatá e outros, doados pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp) de Paraibuna. O aquário está aberto para visitações e fará parte do Projeto Trilhas Urbanas, que oferece oportunidade de conhecer e interagir com espaços públicos da cidade por meio de trilhas interpretativas realizadas nos parques municipais.

"Trata-se de um espaço educativo por natureza que nos propicia trabalhar não só com os aspectos da biodiversidade, mas também com a questão da água, uma das grandes preocupações dos dias atuais", explica Virginia Talaveira.

O folder será usado em ações educativas no parque da Luz. O aquário será uma estação especial na trilha monitorada em educação ambiental, que já é desenvolvida e implantada no parque.

"Esse folder é apenas o primeiro produto do projeto que elaboramos. Ainda está por vir um folder sobre a água e sua importância e um livro, que englobará tanto os peixes quanto o ambiente em que vivem", afirma Leandro Gonçalves, coordenador da pesquisa sobre o aquário.

O aquário subterrâneo do parque da Luz foi descoberto durante as obras de restauração do espaço, em 2000. Em pesquisas feitas sobre o aquário aponta que ele data de 1900 e é o aquário mais antigo da Cidade. Ele foi recuperado e hoje é um ponto de visitação importante do parque.

"O aquário do parque da Luz pertence ao paisagismo francês, pois imita a natureza através da sua construção. Atualmente é o mais antigo da Cidade e do Estado, e um dos mais antigos do País e único com entrada gratuita. Além disso, podemos observar os peixes tanto de cima como debaixo d'água, através do lago e da passagem subterrânea", comenta André Camili, administrador do parque da Luz.

O parque da Luz, o antigo Jardim da Luz, é o primeiro parque público da Cidade, criado ainda na época do Brasil Colônia como um Horto Botânico. Em 1825 foi aberto ao público como Jardim Botânico, tornando-se o primeiro espaço público de lazer da população.

As trilhas são realizadas por meio de agendamento prévio, que pode ser feito pelo e-mail equipetrilhasurbanas@gmail.com.

Serviço

Evento: Lançamento do folder do Aquário do Jardim da Luz
Data: 13 de agosto, às 14h
Local: Praça da Luz, s/nº - Bom Retiro - parque da Luz
Sim, senhores, o Leandro Gonçalves citado sou eu!