terça-feira, fevereiro 03, 2004

:: falando em enchentes... ::

Nesta segunda feira, voltou a ocorrer uma coisa que há quase uma década não ocorria: inundou a sede social do SPFC. (veja fotos)

Na década de 90, até meados de 95, enchentes eram algo corriqueiro no clube. Me lembro que eu ficava nos ginásios ou nos campos superiores a manhã inteira, e quando descia, encontrava carros boiando no estacionamento. Já cheguei a ver carros virados de cabeça pra baixo todo enlameados. Por sorte, minha família nunca foi vítima de uma enchente, pois sempre deixávamos o carro longe do estádio. Mas muitos amigos meus já tiveram prejuízos enormes com isso, já que os seguros não cobrem danos causados pelas forças da natureza.

Um dia foi construído um muro em volta da área social, que é esse da terceira foto da galeria de fotos que eu linkei lá no primeiro parágrafo. Neste muro estava escrito algo como "cuidado, área sujeita a inundações". Já vi, depois da construção do muro, muitas enchentes que ficaram restritas à área externa do clube. Subia numa cadeira pra ver por sobre o muro e via a água quase no nível do muro. E a distância do topo do muro até a rua é bem maior que a distância até o chão do interior do clube. Se não fosse o muro, essas fotos não me causariam tanto espanto hoje em dia. Eu pensava que estava seguro contra as enchentes lá dentro.

E não é algo pra se espantar, apesar de tudo. O estádio (e, conseqüentemente, a área social do clube) ficam em uma região de vale. Toda a água que cai na região do Morumbi desce e fica represada ali. Era óbvio que barreiras físicas não suportariam por muito tempo... e se desse um temporal com ventos de 80km/h? Ontem deu. O prejuízo para o clube e seus associados ainda não foi calculado, tamanho foi o estrago. Pelas fotos dá pra se ter uma idéia, mas só quem já viveu uma situação dessa sabe como é ruim.

Tá na hora de acordar. Aqui perto de casa (odeio dizer isso, mas é preciso), antes de o Maluf construir um piscinão no Jaguaré, inundava a cada garoa. O córrego do Rio Pequeno foi canalizado e a Av. Escola Politécnica foi construída, para complementar o projeto. Meu pai morava em uma travessa da Av. Rio Pequeno, antes do piscinão, e sofreu muito com enchentes na região. Cadê as obras de infra-estrutura que São Paulo precisa? Será que precisaremos eleger Maluf de novo pra que ele mostre serviço? É pena que eu esteja considerando-o uma opção para São Paulo... o governo do PT poderia ter se saído melhor. Não é com paradas que São Paulo vai crescer e se desenvolver. É com obras de infra-estrutura, piscinões, mais parques, um sistema público de transporte confiável (como o metrô, mantido pelo Governo do Estado). Na época das últimas eleições municipais eu ainda não votava, mas com certeza eu teria votado na Marta. A dobradinha Maluf-Pitta já tinha feito os estragos que pôde, mas é preciso reconhecer que Maluf faz. Não me sinto confortável ao reconhecer, mas Maluf melhorou muito a minha vida. E é por isso que o "rouba mas faz" é mais tolerável do que o "não faz nada". Não sei nas outras regiões de São Paulo, mas aqui na zona Oeste a Marta não fez nada além de causar trânsito na Faria Lima e na Pedroso de Moraes com projetos inúteis.

Maluf não é a minha primeira opção para as eleições, mas com certeza é uma alternativa a mais quatro anos de estagnação de São Paulo. Espero que alguém do PSDB fique com o cargo, para haver uma cooperação maior com o Governo do Estado, mas não sei se conseguirão concorrer com o candidato mais preparado, mas sim com o que tiver mais apoio dos outros partidos...

Pois é, São Paulo, tu tá fudida. Mas eu te amo mesmo assim.

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