terça-feira, abril 06, 2004

..:: é grande, mas se você tentar, você consegue!* ::..

Não me canso de ler as palavras de Sérgio Faria. Esse grande catarrento, que contribuiu com 50% da motivação pra criar esse blog (os outros 50% são mérito do Cocadaboa), mais de 2 anos atrás, acaba de postar uma pérola que merece ser transcrita em sua
íntegra:

Uns e outros ficam por aí questionando a existência de Deus. Ora, se o Grande Fodão não existe, quem foi que desenhou e instalou essa coisinha tão maravilhosa entre as coxas da mulher? A bucetinha. Quem? Você acha que o Philippe-Starck ia desenhar uma belezinha tão delicada? É, eu estou falando da estética das perseguidas. Se o autor não fosse Deus, esse designer reconhecidamente perfeccionista, a buceta seria um mero orifício cumpridor de suas funções práticas e deixa pra lá, não se fala mais nela. Mas não. Bucetinhas são como flores. Inclusive desabrocham [se bem que tem umas que broxam, mas são exceções]. Eu conheço a bucetinha de uma loira que poderia estar na vitrine de uma floricultura. Não a loira, a bucetinha, me entenda. É uma obra de arte cor-de-rosa, num tom que você pode desistir aí de procurar na palete de cores do fotoxópe porque não tem. Suas pétalas são delicadas e sensíveis, mas só se abrem se forem com a sua cara. Não adianta ir chegando assim como se fosse o Maluf no dinheiro público. E todo o conjunto começa nos pelinhos, é preciso beijá-los sem pressa até chegar ao botãozinho mágico de nome curioso, o clitóris, merecedor de algumas linhas à parte. Ali não se vai botando o dedo como se fosse a campainha do prédio. Particularmente esse clitóris que eu conheço – e que talvez até esteja me lendo, como vai, tudo bem? – gosta de ser despertado com a parte mais macia, molhada, quente e autônoma do meu corpo. Errou, pau não tem autonomia. É a ponta da língua. Que aprendeu seu papel e trata de circundar [atenção, judeus, não é circuncidar!] o clitóris com movimentos a princípio suaves, depois um tantinho mais intensos, tocando sem-querer-querendo na pele tênue que o recobre. Quando o clitóris acorda, por sinal nem um pouco sonolento, aí sim pode ser lambido, beijado e até chupado diretamente. Tudo isso com a máxima suavidade. Ele é mimado, tem seus melindres, precisa ser compreendido. Senão perde a sensibilidade. Parece coisa de viado, mas é assim, fazer o quê? Bom, a esta altura essa bucetinha que eu conheço já está molhada, meladinha, suas pétalas dispostas a se abrir – eu diria até com uma certa urgência. Então a língua deixa de frescuras, percorre a flor inteira em movimentos nervosos e mergulha no alagamento de néctar que já se formou na principal via de acesso local, sem que a prefeitura tome qualquer providência. Essa preciosidade não se saboreia apenas com a língua, orgão que só registra os quatro paladares básicos. O nariz toma parte na embriaguês, e então se descobre porque o néctar era chamado bebida dos deuses. Só tem um porém. Nunca me esqueço que essa bucetinha tem dona – e que dona –, e eu não posso passar a vida inteira ali, ainda que esteja lhe acariciando os seios com o que me sobra de lucidez, coordenação motora e, claro, mão. Essa loira que eu conheço é maravilhosamente orgásmica, e capaz de me dar uma chave de coxa se eu ficar muito tempo a passeio curtindo flor. Ela está com um homem na cama, não uma abelha ou um botânico. Mas você tem imaginação. Não preciso discorrer sobre a penetração, os beijos melados de língua, gemidos, mordidas no pescoço, lambidas e chupadas nos bicos de seios cor-de-rosa, carícias nas coxas e na bunda, palavras impublicáveis no ouvido. O que interessa agora é o momento do orgasmo da dona, seus gemidos de gozo, os movimentos de ancas, esse espetáculo que só não estréia na Broadway porque aquilo lá é muito jeca. Eu disse momento, mas são momentos plurais. Sublimes. Loucos. Olhos azuis que reviram. Nem que me emprestassem o Hubble eu saberia dizer pra onde ela viaja, mas sei que volta. E aterrisa relaxando aos pouquinhos, respiração normalizando, frequência cardíaca estável, sinais vitais em harmonia. É a hora do stop. Pára tudo. Abraço imóvel. Acolhimento, aconchego. Proibido tocar nos doces, como diz o cartazete da padaria. Respirar juntos, apenas. Até que a sensibilidade tão intensa se abrande, permitindo pequenos beijos, leves carinhos nos cabelos, os choques elétricos cessem e finalmente ela consinta que as coxas se abram, me deixando voltar à sua flor. Para mais uma vez sentir-lhe o gosto particular e incomparável. Que agora é outro na boca: néctar transformado em mel denso e encorpado, voluptuosa alquimia que engana, parece coisa de fada. Mas que é de foda mesmo. Graças a Deus.
Sergio Faria...5:39 AM


Foda, né? É tão foda que vou transcrevê-la de novo:

Uns e outros ficam por aí questionando a existência de Deus. Ora, se o Grande Fodão não existe, quem foi que desenhou e instalou essa coisinha tão maravilhosa entre as coxas da mulher? A bucetinha. Quem? Você acha que o Philippe-Starck ia desenhar uma belezinha tão delicada? É, eu estou falando da estética das perseguidas. Se o autor não fosse Deus, esse designer reconhecidamente perfeccionista, a buceta seria um mero orifício cumpridor de suas funções práticas e deixa pra lá, não se fala mais nela. Mas não. Bucetinhas são como flores. Inclusive desabrocham [se bem que tem umas que broxam, mas são exceções]. Eu conheço a bucetinha de uma loira que poderia estar na vitrine de uma floricultura. Não a loira, a bucetinha, me entenda. É uma obra de arte cor-de-rosa, num tom que você pode desistir aí de procurar na palete de cores do fotoxópe porque não tem. Suas pétalas são delicadas e sensíveis, mas só se abrem se forem com a sua cara. Não adianta ir chegando assim como se fosse o Maluf no dinheiro público. E todo o conjunto começa nos pelinhos, é preciso beijá-los sem pressa até chegar ao botãozinho mágico de nome curioso, o clitóris, merecedor de algumas linhas à parte. Ali não se vai botando o dedo como se fosse a campainha do prédio. Particularmente esse clitóris que eu conheço – e que talvez até esteja me lendo, como vai, tudo bem? – gosta de ser despertado com a parte mais macia, molhada, quente e autônoma do meu corpo. Errou, pau não tem autonomia. É a ponta da língua. Que aprendeu seu papel e trata de circundar [atenção, judeus, não é circuncidar!] o clitóris com movimentos a princípio suaves, depois um tantinho mais intensos, tocando sem-querer-querendo na pele tênue que o recobre. Quando o clitóris acorda, por sinal nem um pouco sonolento, aí sim pode ser lambido, beijado e até chupado diretamente. Tudo isso com a máxima suavidade. Ele é mimado, tem seus melindres, precisa ser compreendido. Senão perde a sensibilidade. Parece coisa de viado, mas é assim, fazer o quê? Bom, a esta altura essa bucetinha que eu conheço já está molhada, meladinha, suas pétalas dispostas a se abrir – eu diria até com uma certa urgência. Então a língua deixa de frescuras, percorre a flor inteira em movimentos nervosos e mergulha no alagamento de néctar que já se formou na principal via de acesso local, sem que a prefeitura tome qualquer providência. Essa preciosidade não se saboreia apenas com a língua, orgão que só registra os quatro paladares básicos. O nariz toma parte na embriaguês, e então se descobre porque o néctar era chamado bebida dos deuses. Só tem um porém. Nunca me esqueço que essa bucetinha tem dona – e que dona –, e eu não posso passar a vida inteira ali, ainda que esteja lhe acariciando os seios com o que me sobra de lucidez, coordenação motora e, claro, mão. Essa loira que eu conheço é maravilhosamente orgásmica, e capaz de me dar uma chave de coxa se eu ficar muito tempo a passeio curtindo flor. Ela está com um homem na cama, não uma abelha ou um botânico. Mas você tem imaginação. Não preciso discorrer sobre a penetração, os beijos melados de língua, gemidos, mordidas no pescoço, lambidas e chupadas nos bicos de seios cor-de-rosa, carícias nas coxas e na bunda, palavras impublicáveis no ouvido. O que interessa agora é o momento do orgasmo da dona, seus gemidos de gozo, os movimentos de ancas, esse espetáculo que só não estréia na Broadway porque aquilo lá é muito jeca. Eu disse momento, mas são momentos plurais. Sublimes. Loucos. Olhos azuis que reviram. Nem que me emprestassem o Hubble eu saberia dizer pra onde ela viaja, mas sei que volta. E aterrisa relaxando aos pouquinhos, respiração normalizando, frequência cardíaca estável, sinais vitais em harmonia. É a hora do stop. Pára tudo. Abraço imóvel. Acolhimento, aconchego. Proibido tocar nos doces, como diz o cartazete da padaria. Respirar juntos, apenas. Até que a sensibilidade tão intensa se abrande, permitindo pequenos beijos, leves carinhos nos cabelos, os choques elétricos cessem e finalmente ela consinta que as coxas se abram, me deixando voltar à sua flor. Para mais uma vez sentir-lhe o gosto particular e incomparável. Que agora é outro na boca: néctar transformado em mel denso e encorpado, voluptuosa alquimia que engana, parece coisa de fada. Mas que é de foda mesmo. Graças a Deus.
Sergio Faria...5:39 AM


Foda. Muito foda. Literalmente.

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* - O post é grande, seu sujo!

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