sábado, dezembro 03, 2005

nostalgia de nós mesmos.



Isso já faz tempo, mas achei engraçado. Não sei se vocês (quem?) se lembram da promoção que fiz para o visitante número 24.000 deste blog (vencida pelo meu amigo Thomas). Fiz um belo post mostrando como a cidade estava contente com o feito do colega de movimento.

Postei essa foto porque finalmente descobri que o Blogger aceita upload de fotos. Isso é bom, porque elimina a necessidade desses fotologs malditos e ainda dá uma utilidade à camera embutida no meu telefone celular.

Não tenho nada pra falar, mas escrever é uma terapia. Palavras e parágrafos soltos. Acalma, anima, dá vontade de sair, mas também dá vontade de ficar em casa.

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Ontem, conversando com minha namorada, ela me disse: "não temos saudade das pessoas, temos saudade das situações, das épocas, das fases. Portanto, não temos saudades dos outros, mas sim de nós mesmos.". E é verdade. Tenho saudade da época quando eu levava esse blog a sério. Mas não tenho saudade propriamente das pessoas que me rodeavam à época, mas sim de como eu me divertia. As pessoas, obviamente, faziam parte disse. A saudade que temos das pessoas está intimamente ligada à associação que fazemos com o que éramos.

Isso pode se explicar, também, porque as pessoas todas mudam com o tempo. Nenhum daqueles que conviveu comigo três anos atrás é a mesma pessoa hoje. Talvez já não tenham nada a ver comigo... faltaria assunto. Talvez não, talvez essas pessoas estão ainda mais parecidos comigo hoje, e o que faltaria seria tempo para colocar a conversa em dia.

Tenho já 20 anos. Esse blog eu criei com 16. O tempo passa.

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belchior - à palo seco