quinta-feira, março 30, 2006

hoje, sem gotas na janela, vou dormir mais cedo.

amanhã vou visitar a fábrica da cerveja crystal em boituva e eu preciso acordar relativamente cedo.

segunda feira começa o estágio e eu vou aproveitar enquanto me sobra tempo livre.

é isso aí. tomara que chova à noite pra embalar meu sono. e tomara que faça sol amanhã na Castelo Branco.
1:15 e cá estou eu novamente.
hoje por um ótimo motivo.

fui ver o Vini tocar no Café Piu Piu.

Chegue no meio, mas foi muito legal.

Som de gotas na janela, vou dormir.

Boa noite.

terça-feira, março 28, 2006

estágio

problema resolvido.

finalmente consegui um. segunda feira começo na CUT.

Bom, muito bom!

insônia

1:07 e eu aqui em frente a esse computador.

preciso arrumar um estágio urgentemente.

segunda-feira, março 27, 2006

58 ou 62?

Eu, na mais completa falta do que fazer, fui procurar por informações sobre Ariclê Perez, aquela atriz da Globo que morreu, no UOL Busca. Cheguei a essa página de resultados.

Qual não foi a minha surpresa ao constatar que, de fato, as mulheres têm uma capacidade impressionante de mentir a idade. A Ariclê Perez, do alto de seus 62 anos (ou seriam 58?), conseguiu enganar a todos até depois de sua morte!

Repare no link acima (ou neste, se você estiver com preguiça de voltar a leitura) os resultados de número 8 e 9. Se eles mudaram, eu fui mais rápido e tirei uma screen shot. Vejam:



E não é que a velha enganou todo mundo mesmo depois de morta? Francamente.

no computador

quando será que vou aprender
que no computador não se escreve?

no computador se digita.

domingo, março 26, 2006

me passa a manteiga?

- Me passa a manteiga?

Ele sabia que aquele não era um simples pedido de uma gentileza. Era o início de mais uma daquelas longas discussões de relacionamento que ele simplesmente odiava ter.

- Sabe, acho que a gente deveria comprar menos manteiga e mais margarina light. Manteiga não é bom, meu médico disse que...

Era sempre assim nos últimos sete anos. Desde que casaram e enquanto os filhos teimavam em não vir era uma disputa por interesses e gostos. Ele, como todo homem, primava por sua masculinidade e comprava tudo que é de mais gorduroso e não-saudável para contrastar com seus hábitos testosteronísticos, como ir à academia todos os dias pela manhã e jogar futebol com os amigos no clube aos sábados. Ela, da mesma forma, cuidando de sua vida feminina, tentando manter sua atratividade e suas curvas, visitando sempre seu médico nutricionista e uma analista para se manter sempre motivada para o trabalho.

- Mas manteiga é bem melhor, nem vem com essa. A gente pode muito bem comprar os dois na próxima vez que formos ao supermercado.

Suas tentativas de conciliação eram inúteis. Realmente a irritava o fato de não dar a mínima para o que ela sentia, o que ela queria. A queixa ali não era simplesmente que ela gostava mais de margarina, mas sim que ela queria que ele ficasse mais com ela, para entender as vantagens de se ter margarina em casa. Em outras palavras, ela sentia a falta dele no cotidiano. Durante a semana, sua rotina era passar o dia no escritório de contabilidade que fundou há alguns anos com uma colega da faculdade, depois ir à academia para as aulas de step e alongamento em um horário que ele não estava lá e chegar em casa exausta, pronta para deitar e dormir. Nos fins de semana, ele ia jogar bola aos sábados e acabava ficando o dia todo. No domingo, dia que teoricamente seria para que ficassem juntos, era na verdade só metade, porque a maldita Globo teimava em passar os jogos do São Paulo no meio da tarde.

- Ah, e dinheiro cai do céu, né? Eu acho que você deveria ir comigo ao nutricionista, sabe, ele iria --
- Ah, e você tá maluca, né? Eu faço exercícios, eu jogo futebol! Eu sei me cuidar e por isso me dou o luxo de comer minha manteiga todo dia de manhã! Ora!

Começou. Era o estopim para mais uma briga daquelas. A roupa suja que não tinha sido lavada na última semana encontrou sua brecha para aparecer e espalhar seu aroma por toda a cozinha.

- E eu acho pouco! Sabe, eu li esses dias numa revista que dizia que mesmo os mais atléticos sofrem do coração, sabia? Você devia passar mais tempo em casa pra saber dessas coisas!

A rotina dele também não era fácil. De manhã, acordava bem cedo para comparecer à academia, onde fazia musculação e natação. De lá, seguia para seu trabalho, em uma agência de publicidade, onde passava o dia atendendo clientes que exigiam cada vez mais da sua capacidade criativa para aumentar em 0,01% o faturamento anual, tudo para impressionar os acionistas. À noite, quando seguia para casa, pegava o maior engarrafamento do mundo, deixando seu dia ainda mais curto.

- Mais tempo em casa? Só se eu comprar um helicóptero! Tem noção do tamanho do problema que é o trânsito nessa cidade?
- Pois saia mais cedo!
- Ah, pra você é tudo tão fácil!
- É, e pra você nada é possível!
- Pois bem, deixa eu ir que estou atrasado!
- Eu também! E pensa no que eu te falei. Um pouco de margarina light na sua dieta não vai te fazer mal.
- Tá, vou pensar.

Seguiram para suas rotinas. Nem mesmo a briga no café da manhã de uma belíssima segunda feira (se é que o adjetivo belo pode ser dado a dia tão fatídico) fez com que as coisas ficassem menos difíceis. Ganhavam bem, é verdade, mas para quê? Essa era a questão que permanecia sem resposta tanto nos pensamentos dela, quanto nos dele.

A noite chegou e se encontraram novamente na mesa do jantar. O silêncio mortal só foi quebrado no final da refeição, quando ela toma a iniciativa:

- Querido, precisamos terminar nossa conversa.
- Que conversa?
- A do café da manhã.
- A da margarina? Olha, tá bom, eu troco a manteiga pela margarina light. Era isso que você queria?
- Não! Não era!
- E o que era, então?
- Ah, você não entende. Vou dormir.
- ...

Mais uma vez ela se questionava se merecia aquilo, se algo não havia sido feito de errado no começo da vida conjugal. Será mesmo que ele é tão desligado dela pra não perceber que ela simplesmente sentia a sua falta? Não é possível. Algo deve estar acontecendo, pensava ela. Ela colocou como meta descobrir o que havia de errado entre eles. E resolveu iniciar sua pesquisa ali, mesmo, na cama, de madrugada.

- Bem? Benhê?
- Humm..
- Tá acordado?
- Ahn... eu?
- É, tá acordado?
- Quase... fala...
- Tá acontecendo alguma coisa? Eu to me sentindo mal...
- Não é culpa do suco?
- Que suco?
- O suco... suco de laranja causa essas coisas...
- Ah, volta a dormir...
- É... sucos cítricos... zzz...

Ela estava decidida a descobrir a falha que havia no casamento. E não iria desistir tão fácil. Havia meses que não sabiam o que era sexo e as conversas já não fluíam como antigamente. No outro dia, a história se repetiu.

- Me passa a manteiga?
- Ihh, de novo?
- Como assim de novo? Só porque eu pedi a manteiga?
- Não vamos começar, por favor. Espera um minuto.

Ele se levantou, foi até a geladeira e pegou um pote de margarina light ainda fechado que ele havia comprado na noite anterior. Ela, apesar de surpresa, não registrou em seu semblante nenhum sinal de alteração.

- Olha só o que eu trouxe. Não deve ser assim tão ruim.

Ele olhou a embalagem como quem analisa um rótulo de um vinho antes da degustação. Leu "Margarina light sem sal". Metodicamente, abriu a embalagem, pegou a faca ainda suja de manteiga e limpou com um guardanapo. Passou duas camadas de margarina light em sua bolacha água-e-sal e mordeu com vontade. Definitivamente, não era aquilo que ele esperava. Ao contrário dela, ele não conseguia disfarçar sentimentos com tamanha destreza e deixou escapar uma careta ao mastigar o pedaço de bolacha com margarina light. Analisou novamente a embalagem para certificar-se do que estava ingerindo. Não pôde evitar o comentário irônico da esposa.

- Gostoso, né? Que bom que tenha gostado. Já avisei no supermercado pra só entregar Margarina Light a partir da próxima compra.
- Que bom, querida. Acho que ainda melhor que margarina light é comer a bolacha pura, não acha?
- Não senhor. A margarina tem ômega 3, ótimo pra controlar o colesterol!
- Aaaah é, é? Humm... deve ser esse o segredo do sabor.

Naquele dia, ela foi trabalhar um pouco mais feliz do que de costume nos últimos anos. O ocorrido no café da manhã tinha provado que ele ainda estava disposto a ceder e a realizar sacrifícios por ela. Desistiu da idéia de que algo estava errado e investiu na idéia de fazer uma surpresa.

Naquela noite, após o expediente do casal, a mesa de jantar estava preparada de uma maneira especial. Espaguete, luz de velas, vinho, música ambiente... tudo o que há tempos tinha sido esquecido, naquela noite voltou à lembrança. Os tempos de flerte, o namoro, as brigas, as reconciliações... "E aí dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou. E foi tanta felícidade que toda a cidade enfim se iluminou. E foram tantos beijos loucos, Tantos gritos roucos como não se ouvia mais. Que todo mundo compreendeu, E o dia amanheceu em paz"

E o dia amanheceu em paz. Repleto de latas de manteiga extra pra comemorar a noite que há muito tempo não tinham. E as rotinas? As rotinas continuaram as mesmas.

papo careta

Quando nasceu era a promessa da família
o tempo veio e a modificou
suas idéias já não batem, minha filha
depois de um beijo, olha como ficou.

Eu sei que o cara é gente boa, boa pinta
mas não precisa se esquecer do resto
em sua pele não se vê uma ferida
seu coração não serve pra qualquer esperto

você era algo assim, mas que legal
era tão pequenininha, era normal
agora está grandinha, radical!
ainda ontem, eu te vi nascer!

Eu sei que esse papo tá muito careta
mas é preciso uma conversa cara-a-cara
Sua foto em minha camiseta
só me lembra que o tempo nunca para!
sinceramente?

a felicidade é piegas.

sábado, março 25, 2006

O atraso, o encontro e tudo o mais.

Talvez naquele dia não tivesse saído (caso seu pé não pé permitisse, visto que fazia uma semana que tirou o gesso). Mas logo viu que o destino, às vezes, nos prepara armadilhas que, se bem aproveitadas, podem se tornar agradabilíssimas surpresas.

Saiu aquele dia como se estivesse seguindo para o pelourinho no dia da consumação de sua pena de morte. Tomou seu café da manhã: bisnaguinhas, geléia de uva, achocolatado em caixinha e algumas bolachas de maizena. Saiu cinco minutos mais tarde que o costume, mas nada que o próximo ônibus não consertasse. Do descuido, o castigo de um coletivo ao pé-da-letra, om gente atolada e brigando por um espaço onde segurar para não cair nas freadas do apressado motorista. Porém, para sua sorte, encontra ali sentado, numa boa, um velho amigo da época do colégio (nossa, já se foram 10 anos!), com quem uma vez tivera um pequeno flerte, mas nada concretizado. Enfim, este amigo lhe cedeu o lugar (não que fosse um ótimo lugar, mas ao menos não teria de ficar uma hora inteira de pé à espreita de que alguma boa alma visse seu ponto chegando e liberasse aquele tão cobiçado assento). E aí, como vai você? Vou bem, obrigado, sabe como é, idade... Sim, eu sei. Mas e aí, o que tem feito? Saí da faculdade, não sei o que fazer agora, Que coincidência, nem eu! E para onde vai? Trabalhar... banco. É? eu também, qual banco? Puxa, trabalhamos no mesmo lugar!

O leitor já provavelmente imagina o desfecho desse pequeno causo aqui contado, mas peço encarecidamente que continue a ler, pois mesmo os fatos mais previsíveis ainda possuem sua beleza. E acredito que gostaria de saber como foi, não?

Esse reencontro reacendeu em seus corações o velho flerte que tiveram no colegial que acabou por não se concretizar por um caprichoso acaso do destino.
Era a festa de formatura. Eles tinham certeza que ali seria o momento, os olhares, os movimentos, tudo indicava que ali, finalmente, saria a consumação da vontade de ambos duranto os três longos anos do colegial. Seria a última chance de algo acontecer. Quando a tão sonhada hora chegou, no meio da derradeira conversa, um amigo dele o puxou, afirmando que alguém estava mal e que teria que ser levado ao hospital o quanto antes. O beijo ficou estampado nos lábios dela, da mesma forma como ficou nos dele, sem, no entanto, alcançarem seu objetivo maior: o encontro.

Voltando à realidade atual, os dois finalmente se reencontraram e perceberam que aquele beijo até há pouco dado como perdido (seguindo a lógica de que ´foda adiada é foda perdida`, mas num contexto mais bonitinho), ressurgia desenhado como dois corações em seus lábios, alterando o ritmo cardíaco e fazendo com que a cabeça funcionasse a mil. Não seria ainda ali. Não estavam num lugar propício. Toda aquela gente, todo aquele clima de ´ônibus lotado`, o que de fato era, os fez desistir daquela idéia imediatamente. Então, vamos tomar um chopp depois do expediente? Claro! Onde? Pode ser ali na lanchonete vizinha mesmo! Combinado!

Aquele dia não passava para o pré-conceituado casal recém-redescoberto. Ele não conseguia se concentrar no que fazia, tampouco ela. nenhum dos dois jamais esperaria que isso um dia poderia ocorrer, a cabeça não trabalhava, o corpo não respondia... até que, por outro acaso, encontraram-se no elevador rumo ao refeitório. Ainda não seria ali, mas na cabeça de ambos, duas coincidências num só dia não poderia ser mera obra do acaso. Nunca antes haviam sequer visto um ao outro ali. Era algo muito forte para que fosse.

E lá se foram outras longas quatro horas até o fim do expediente para que pudessem finalmente se encontrar. O que aconteceu nesse meio tempo é mero detalhe, além de não ser o foco desse relato. Portanto, o melhor a fazer nesse momento é acelerar um pouco o relógio para que este que vos escreve não seja obrigado a descrever cada movimento burocrático que um serviço bancário exige. Voltemos à personagem principal dessa historieta.

Ela ficou pensando se isso tudo ocorreria se sua vontade de ficar na cama prevalecesse por completo (afinal, saíra cinco minutos mais tarde por conta disso). Chegou à conclusão de que sim, aconteceria. De todo modo, aquilo fora obra do destino. Se não fosse no ônibus, o reencontro seria no elevador ou no refeitório. Em algum lugar está escrito que se encontrariam naquele dia. E assim seria, quaisquer fossem as circunstâncias.

Enfim se encontravam naquela lanchonete, nunca antes freqüentada por nenhum dos dois. Não sabiam como se comportar, membros da diretoria do banco costumavam fazer suas happy-hours lá. E lá estavam eles, dois integrantes da camada operacinal mais baixa do banco, improvisando maneiras para parecerem algo mais perante aquela pessoa que demorou tanto a reaparecer.

Histórias da épica época do colégio surgiam, comentários e piadas a respeito de professores, viagens, até que o assunto chegou na festa de formatura. O que aconteceu? Um amigão meu estava passando mal, tivemos que levá-lo ao hospital. Tem problema com álcool e é assim até hoje. Ah, achei que tivesse... O que? Nada... Não, diga... Achei que estivesse me esnobando, fugindo daquele jeito de mim. Porque não me procurou depois? Ah, não sei se ficaria bem... Não se preocupe. Estamos juntos agora. E a hora esperada finalmente chegava. E pela segunda vez. nada os faria interromper aquele momento. Aquele beijo que se desenhava em seus lábios dez anos antes finalmente pôde atingir seu objetivo: o encontro. Aquele momento foi o divisor de águas na vida daqueles velhos conhecidos.

Naquele dia, voltou para casa em um ônibus completamente vazio. Ninguém mais importava naquele momento, é como se não existissem.

Era a garota (sim, garota!) mais feliz do mundo. Estava apaixonada. E isso ninguém podia mudar.

segunda-feira, março 20, 2006

Gavião?

Gavião
Gino e Geno

Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico

O gavião que voa baixo
Tá querendo a matar a fome
O gavião que voa baixo
Tá querendo a matar a fome
Na verdade todo gavião
Quando pousa no chão é um pinto que some
Na verdade todo gavião
Quando pousa no chão é um pinto que some

Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico

Gavião rei vai atrás da caça
carcará só fica na sola
Gavião rei vai atraz da caça
Cacara só fica na sola
Quando voce ve pena voando
É gavião brigando por causa de cobra
Quando voce ve pena voando
É gavião brigando por causa de cobra

Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico

Gavião gosta de cobra grande
Mais também pega pinto pequeno
Gavião gosta de cobra grande
Mais também pega pinto pequeno
Pra matar gavião tem instinto
É de cobra e de pinto q ele tá vivendo
Pra matar gavião tem instinto
É de cobra e de pinto q ele tá vivendo

Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Ele disse que é gavião
Que é gostosão e se acha bonito
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico
Gavião só dorme no pau
Gavião só vive com o pinto no bico

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Agradecemos a preferência!

terça-feira, março 14, 2006

"Eu não estou interessado em nenhuma teoria, em nenhuma fantasia, nem no algo mais".

Belchior é um gênio.


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Tô trabalhando na Bienal do Livro, no estande da Ática/Scipione. Apareçam lá!

terça-feira, março 07, 2006

luz no fim do túnel

Algo me diz que será uma boa terminar a faculdade de administração antes de tentar USP. E é um algo muito bom.

sábado, março 04, 2006

p.s.: porque diabos fui vender meu violão?

escravo de mim

às vezes, meu bem, o melhor a fazer é esquecer.
ver a vida com olhos de criança.
enxergar o óbvio.
lembrar do simples.

esquecer do tempo,
pois o tempo não existe.
tudo é o que vemos.
o que vivemos.
o que falamos.
o que pensamos.
nada mais.

ser escravo do mundo
quando se pode só olhar
ser escravo do tempo
quando se pode só viver

não quero ser só mais um
minha vida pode ser bem mais que isso
porque não pensamos sempre assim?
porque não se pode mais sonhar?

ser escravo de tudo
quando não se pode entender
ser escravo de mim
é o melhor que posso fazer

é fascínio meu
escolher minha própria estrada
é desejo meu
simplesmente não ter destino
só andar, só andar...
sem rumo e sem direção

não quero manual de instruções
fique com o seu computador
nada disso mais importa como antes
agora que eu só quero ser feliz

ser escravo da terra
ser escravo do mar
ser escravo do fogo
como um barco no cais