quarta-feira, outubro 03, 2007

Vida?

A vida se resume em estar vivo. E estar vivo engloba diversas coisas, entre comer, beber, rir, amar, sofrer. Para se estar vivo, devemos não apenas ter consciência da vida, mas também senti-la em nossas veias.
A vida se faz presente na dor, no ódio, no sofrimento. Mas também se faz presente no amor, na alegria, na esperança. Pergunte a qualquer pessoa que já tenha sofrido. Ou melhor, sofrido por amor. Não é a pior sensação do mundo? Saber que está vivo? Agora pergunte a alguém que ama. Sentir-se vivo nesse caso é estar de modo sublime visitando o nirvana.
Há um intermediário entre essas duas situações - sofrer e amar - que é o simples não sentir. Essa é a situação que quase nunca é contemplada em livros, músicas, filmes, poemas... Pois é a situação de vazio completo. É a hora em que você não sente mais a vida em seu corpo, não sente mais o fogo que o mantém aceso.
É a escuridão total, o estado dormente que nos leva à loucura.

O que fazer quando você olha no espelho e se vê nessa situação? O que fazer quando sua vida não dá mais sinais de empolgação, quando o fogo está apenas na condição de meras brasas?

Ação.

Ação é a palavra mágica. Olhe à sua volta. Há algo a ser mudado? Olhe pra você mesmo. Há como dar combustível pra essa brasa? Soprar e colocar mais lenha, pra aquecer de novo sua vida, suas paixões, seus relacionamentos? Sim, sempre há. E como há essa chance, agarre-a. Tenha esperança. Nada se perde por completo - aliás, muita coisa a gente consegue recuperar com ação.

A gente precisa sentir a vida correndo nas veias. Precisa sentir o fogo queimando as entranhas. Precisa sentir a paixão corroendo as artérias, acelerando o coração, secando a boca e molhando a nuca de suor frio.

A gente precisa sentir o medo, o ódio, a ira. A gente precisa ter emoções. Ter sensações. Ter o que buscar, o que querer, o que sentir.

Sabe quando a gente tá escutando aquela rádio que toca em geral músicas bem legais, que a gente gosta... e a música que tá passando no momento não é bem aquela que a gente quer ouvir? É mais ou menos isso. A gente sabe que depois de uma música vem outra. Depois de uma pausa, um silêncio, a próxima música tem grandes chances de ser aquela que a gente não ouve há tanto tempo... que nos lembra de momentos mágicos que vivemos.

Um respiro entre uma braçada e outra; Um tempo entre o almoço e a sobremesa; O tempo de virar o disco e começar a curtir tudo de novo... De maneira diferente, porém não menos apaixonada e entregue.

"os dias que eu me vejo só
são dias que eu me encontro mais
e mesmo assim eu sei também
existe alguém pra me libertar"

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