quarta-feira, março 12, 2008

Já que entrei no blogger...

... vou contar mais algumas novidades.

Esses dias andei gastando mais um pouco pra deixar minha bike zero bala. Quando eu digo zero bala eu digo de uma maneira que dê ainda mais prazer em guiá-la pelas belas alamedas do Rio Pequeno, cujo asfalto lembra a praia de tantas ondulações e areia.

Há um tempo eu já tinha trocado o selim, o antigo era duro e o formato não era o dos mais confortáveis. Coloquei um de gel. Futuramente coloco um de couro, daqueles anatômicos. Mas era muito caro e tinha outras prioridades. Já tinha também colocado buzina (que mais parece alarme de carro - um dia ainda troco, também) e um pezinho (primordial, eu acho).

Ontem eu fiz a melhor coisa até agora: troquei os pneus. Tirei os "velhos" de andar em terra (que nem estavam assim tão velhos - aliás, estavam até bem novos) e coloquei uns novos de andar em asfalto, lisos, finos, que deixaram a bicicleta muito mais leve na pedalada. Mas muito mesmo. A primeira pedalada depois da troca parecia o ato de cortar manteiga com faca quente. Uma delícia. Ontem eu ainda coloquei um espelho retrovisor. Ainda preciso me acostumar com ele, mas dizem por aí que é bem útil.

Esses dias eu ainda comprei um par de luvinhas, uma bomba pra encher pneu e uma bolsinha de colocar no quadro pra carregar coisas como a bomba e ferramentas (as quais ainda vou comprar). Quando eu receber eu vou colocar uns pára-lamas (andar ontem na chuva me deixou todo sujo) e uma espécie de "porta-malas" na roda traseira. Além, é claro, das luzinhas que eu preciso colocar com urgência e dos pedais que eu quero trocar por uns de alumínio. Mais pra frente eu pretendo trocar as rodas, estou com uma forte impressão de que o tempo que ela ficou parada com pneus murchos danificou e entortou os aros. Dá pra sentir que não está normal quando eu freio em uma descida.

Eu sei que estou gastando pra caramba nessa bike, mas é uma delícia poder passear por aí pedalando. Estou realmente levando a sério essa história de usar cada vez menos o carro e cada vez que adiciono uma coisinha na magrela me dá mais vontade de sair usando só ela. Só ainda não vou com ela pra USP à noite porque ela não tem sinalização noturna nenhuma. Não estou no clima de me estropiar de bicicleta - mesmo porque eu já gastei uma boa grana nela e isso iria demandar ainda mais dinheiro pra arrumá-la.

Enfim, é isso. Espero que essas minhas experiências com a bicicleta em São Paulo incentive alguém a buscar o mesmo objetivo. Estamos no meio de um caos urbano por causa do excesso de veículos motorizados, que causam trânsito recorde em cima de trânsito recorde, poluem de maneira excessiva e inconseqüente e, ainda por cima, estragam o asfalto onde a gente poderia pedalar tão tranquilamente!

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