quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Nada, nada mais natural.

Sou uma pessoa muito estranha. Não estranha no sentido de ser esquisito, mas no sentido de não conhecer. Dificilmente me sinto à vontade em algum lugar com mais de três pessoas que não conheço muito bem ou não costumo conversar. Ultimamente isso vem acontecendo com freqüência, uma vez que nas festas da Biologia nem sempre estão as pessoas com quem eu me relaciono melhor.

Sinto-me estranho em quase todas as situações ali, um sentimento de não ser conhecido, apesar de estar ali todos os dias e já tê-los visto a todos em diversas oportunidades, inclusive já tendo conversado com a grande maioria deles pelo menos uma vez.

As pessoas são diferentes, mas todas têm algo em comum. Não sinto compartilhar esse algo em comum com quase ninguém. Não que isso seja ruim ou motivo de preocupação ou tristeza, mas é algo de que eu me dei conta há pouco.

Percebi isso ao rever velhos amigos, lá mesmo na USP. Como eu me sinto bem com essas companhias… há tempos eu não me sentia tão confortável ali. Acho que é tudo uma questão de interesses. Não divido os meus interesses com os que freqüentam o CA. Eles estão fechados em grupos – e não os culpo por isso, estão bem como estão. Mas não sou muito fã dali.

Amizade e coleguismo são cousas que não pensamos muito no dia-a-dia, mas de vez em quando nos deparamos com essa situação. Colegas, tenho milhões. Amigos, alguns. E é com essa última categoria que me sinto bem. Não é natural?

É, nada mais natural.

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Federico Aubele – En Cada Lugar

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