sexta-feira, março 27, 2009

Festival Just a Fest

Pô, fui no show do Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos e nem postei nada aqui, né?

Então, fui lá!

Comprei ingresso na quinta feira (quer dizer, meu vocalista compro pra mim lá no Pacaembu). Há um tempo eu podia jurar que não tinha mais ingresso, mas felizmente eu tinha errado em minhas previsões. De fato, os ingressos se esgotaram poucas horas depois de meu ingresso ter sido adquirido.

No domingo, lá estava eu às 16h colocando o carro no estacionamento oficial do evento - R$ 35,00. Pela quantidade de carros que estava estacionando ali, já estava imaginando a dificuldade que seria sair após o show.

Às 19 horas, começa aquele que foi o melhor e mais esperado show (no meu caso): Los Hermanos. Tocaram pouco mais de uma hora, faltaram várias músicas, mas ainda assim valeu pela volta dos caras. Eles realmente são muito bons e eu não tinha idéia de quanta saudade eu tinha de um show deles. Foi sensacional.

Logo em seguida, Kraftwerk. Apesar de eu ter tirado bastante sarro deles, dançado como quem dança reggae, entre outras grosserias, eu gostei. É um som repetitivo, mas o casamento com os telões foi perfeito. Apesar de serem quatro caras em pé, parados, fazendo sabe-se lá o que no notebook (deviam estar fuçando no Orkut ou postando no Twitter), não faltou energia nas músicas.

Aí, pra finalizar, o show mais esperado da noite (no caso de todo o resto que não eu): Radiohead. Não conhecia muito da música deles, a não ser os clássicos dos anos 90 Creep, Fake Plastic Trees e Karma Police. No dia do show ainda escutei o In Rainbows algumas vezes, só pra não chegar com os ouvidos virgens demais ao som deles. O comentário da noite saiu de alguém lá no meio: “essa banda é bipolar!”. E, de fato, é. Alternam momentos de euforia com momentos outros de depressão profunda. O transe na platéia era generalizado, à exceção, é claro, dos que não os conhecia tão a fundo (como era o caso da minha patota que ficou tirando sarro deles também). Gostei muito do show, encorajei-me a conhecê-los mais a fundo agora.

O festival foi muito bom, o que estragou foi a organização. Uma única saída em declive pelo meio do mato para 30 mil pessoas é de matar, né? O caso se repetiu na saída do estacionamento. O show acabou perto de 1 da manhã e eu só cheguei em casa (após uma providencial passada no Drive Trhu do Mc Donald’s) depois das 3 horas.

Mas ainda estou digerindo o show do Radiohead. Eles são bons demais.

Mesmo sem conhecê-los muito, o show valeria a pena pelo aspecto histórico. Primeira vez deles em São Paulo. Uma banda que revolucionou o rock. A influência principal de quase todas as bandas de rock que eu escuto hoje. E uma das bandas que me fez gostar de rock. Eu simplesmente não poderia perder, mesmo correndo o risco de boiar o show inteiro – ou quase inteiro, pois eles tocaram todas as três supracitadas. E o encerramento foi Creep. Sensacional.

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