quinta-feira, abril 29, 2010

Quarta-feira futebolística

Barça foi eliminado pela Inter. Futebol contra anti-futebol. Venceu o futebol, mas o anti-futebol levou.

São Paulo empatou sem gols com o fraco Universitario. Anti-futebol nos dois lados.

Flamengo, com um a menos, contribuiu para o Sem-ter-nada do Corinthians. Jogão.

E o Galo mostrou que dá, sim, pra vencer o Santos dos deslumbrados e desmiolados Robinho e Neymar – que, por sinal, jogam muito. Mais o segundo que o primeiro.

Overdose de futebol? Não, a dose foi alta mas eu aguentava mais uns 3!

sexta-feira, abril 23, 2010

Comentários que causam polêmica nas aulas de Didática

Sim, estou fazendo a matéria de Didática.

E minha maior diversão é soltar comentários que fazem os radicais da FFLCH ficarem nervosíssimos e soltarem os cachorros pra cima de mim.

O primeiro deles foi há duas semanas, enquanto todos questionavam como lidar com a Educação em um tempo em que o “Mercado” é o centro de tudo e quer os alunos preparados para seguirem ordens e não para pensar criticamente. Eu disse:

“Mas o que vocês não entendem é que o Mercado não é assim tão ruim. Todos nós estamos aqui hoje pra poder no futuro entrar no Mercado. E o Mercado quer, sim, gente que pensa criticamente. Esses serão os chefes de amanhã, não serão que nem Chaplin em ´Tempos Modernos`. O Mercado quer, sim, gente que pensa criticamente. Vamos parar de ver o Mercado como um monstro comedor de criancinhas".”

Foi um auê só. Lá se foi a aula, o tema, a discussão, todo mundo só queria bater no Mercado, uns diziam que “o Mercado não perdoa”, outros “você não sabe do que está falando”. Eu só ria daqueles que nunca estiveram lá e têm uma visão extremamente idealizada do tal “Mercado” que eles até escrevem com letra maiúscula. Duvido que, amanhã, não estejam todos lá loucos para entrar nesse monstro de 7 cabeças.

Outro comentário foi ontem, quando discutíamos projetos em grupo para serem aplicados para classes de Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Um dos grupos da sala (que tinha alunos de Enfermagem) sugeriu que se fizesse um trabalho sobre vacinas, explicando sua importância, como age no organismo, e depois uma contextualização da história, mencionando a Revolta da Vacina, etc. Um outro grupo (basicamente composto por alunos de História), criticou dizendo que esse projeto era “doutrinação”, que “não ensinava o aluno a pensar”, que “deveria expor também argumentos contrários à vacinação”. Fiquei pasmo. Não exitei, levantei a mão e soltei:

Vou ser muito criticado pelo que vou falar. Mas eu acredito que, quando o assunto é saúde pública, tem que ser doutrina, mesmo. Arbitrário. Não pode dar escolha para o indivíduo quando a saúde da população está em jogo. Você não pode dar argumentos contrários para a vacinação, pois se não você cria a falsa crítica, de gente que simplesmente vai achar bonito ser crítico e não vai tomar a vacina, colocando em risco toda a população.”

Novo auê na sala. Gente me perguntando meu curso, dizendo que o certo é ser crítico mesmo, gente me ofendendo, essas coisas todas. Até que a professora cortou a discussão por medo do que viria por aí. Não pude falar mais sobre isso, mas creio que me fiz claro. Se você aparece num posto de saúde com uma doença extremamente contagiosa que ninguém sabe como trata, você não vai ter escolha, colega. Vai pra quarentena, ficar longe da sua vida, e nada poderá ser feito até que estudem o que você tem e descubram uma maneira de evitar uma epidemia.

A grande questão aqui é que, quando os interesses coletivos estão em jogo, pouco importa seus interesses de indivíduo. Vivemos em sociedade e, portanto, abrimos mão de vontades pessoais pelo bem comum. Isso já acontece em muitas áreas, mas pelo visto tem gente que prega mesmo é o egoísmo. O indivíduo sobrepondo o coletivo. E isso, sim, me deixou bastante nervoso.

Mas terei mais oportunidades de irritar fanáticos marxistas. Vou postando aqui conforme as provocações forem avançando.

terça-feira, abril 20, 2010

Uma folha em branco…

Uma folha em branco é tudo o que eu preciso para começar a escrever. Muitas vezes a inspiração vem em horas que não tenho esse recurso tão simples. Portanto, ideias que podem ser muito boas escapam do pensamento da mesma forma que chegam: por mágica. Já perdi a conta quantas vezes penso “ah, seria legal escrever sobre isso, teria bastante coisa a falar”. Nessas horas, geralmente estou no metrô, ou no ônibus, ou na aula, ou trabalhando. Situações em que não posso simplesmente começar a escrever e esquecer do resto.

Sim, já escrevi em ônibus e metrô. Alguns textos passados aqui do blog são provenientes desses locais. Mas é muito complicado, balança, nem sempre estou sentado, nem sempre tenho papel e caneta. Logo, nem sempre é possível escrever nessas condições.

Outra coisa: para escrever, tenho que estar sozinho. Não adianta. Não consigo escrever quando tem gente perto de mim, quem quer que seja. Tá, consigo se não for um texto pessoal. Se for escrever textos do trabalho eu consigo, numa boa. Mas se for o tipo de texto que vocês encontram aqui ou aqui, não rola. Tenho que necessariamente estar sozinho.

Então, dá pra ver que minha primeira frase do texto foi um tanto exagerada, né? Pois então. Nem tudo é tão simples quanto a gente acha de início.

segunda-feira, abril 19, 2010

Preciso começar a anotar…

Não consigo mais lembrar das idéias que tenho durante o dia pra escrever aqui.

Quem sabe um dia eu não tenha idéias enquanto estiver em frente ao pc.