sexta-feira, julho 23, 2010

Back in the US...

Olá leitores e leitoras,

Escrevo de solo norte-americano. Mas precisamente da cidade de Orlando, Florida. Sim, é algo inusitado, mas até que já estou me acostumando com a ideia. Bom, vamos começar desde o começo.
Tenho uma irmazinha, tem 5 anos. Ela simplesmente adora as princesas da Disney e tudo o mais. Essa viagem é mais para ela, pra ver o Mickey, o Pateta, a Cinderela... mas estamos todos aqui por ela e também porque dizem que a Disney é pra todas as idades. Estou andando em círculos no texto, não é? Pois. Estou tentando justificar a mim mesmo a razão pela qual estou aqui, e vou contar também porque eu tenho essa necessidade de auto-justificativa.
Quem me conhece há tempos e/ou lê meu blog há muitos anos sabe que eu sempre fui avesso aos EUA, à cultura norte-americana, ao consumismo que emana dessa cultura e dessa terra. Aos 16, 17 anos, prometi a mim mesmo que nunca viria pra cá, nunca pisaria em tal solo, tão cheio de significados que vão contra meu estilo de vida e modo de pensamento.
Tudo isso depõe contra mim nessa viagem. Estou há meses tentando me acostumar à ideia de vir à Disney e tudo o mais. E agora cá estou. E muito do que eu esperava está realmente se concretizando: ligo a TV, só comerciais incitando o consumismo. Ontem, vi na TV um padre vendendo um "No evil oil", que, segundo ele, passou por uma bateria de 17 horas de orações e foi abençoado pessoalmente por ele. E tem gente que cai nesses papos e compra o tal óleo "xô-satanás". Passando pelos canais de madrugada (chegamos às 5h no hotel), onde não era notícia, era "infomercial", bem ao estilo Polishop (ou aqueles antigos 011-1406), vendendo os produtos mais esdrúxulos, a maioria prometendo deixar o consumidor em forma com apenas 15 minutos de exercícios diários.
Tudo aqui lembra filme. As lojas, os letreiros, a televisão, o hotel, os hóspedes do hotel. Pelo pouco que vi aqui, os EUA se parecem muito com o que meu preconceito sempre ditou.
Mas não é assim tão ruim.
A internet aqui no quarto do hotel é bastante boa. O atendimento aos clientes também é excelente e, pelo que andei vendo sobre a Disney (nunca tinha pesquisado nada sobre os parques daqui), parece que vai ser bem divertido.
Sinto que estou prestes a perder um preconceito bobo sobre esse país. Mas sinto que perder esse preconceito significa confirmar alguns maus pressentimentos e descartar outros, que se tornaram (ou tornarão) gratas surpresas perante a imagem que sempre tive dos EUA.
A primeira impressão foi meio tensa: assim que chegamos no quarto, ele ainda não estava totalmente arrumado. Parece que a faxineira largou ele lá quando deu o horário de ir embora. Tinha desde aspirador de pó e vassoura até salsichas no chão do banheiro. O hotel prontamente nos mudou de quarto para voltarmos hoje, mas foi muito desagradável. O chuveiro também se liga diferente, tem que puxar a maçaneta e girar pra direita ou pra esquerda pra controlar a temperatura. Depois de apanhar um pouco, conseguimos tomar banho. 
A partir de amanhã vamos visitar os parques. Trouxe minha máquina fotográfica, vou ver se consigo fazer como o Thom e ir postando aqui conforme os dias forem passando. Caso não conseguir (não sei se tenho essa paciência e sistemática), ao final posto tudo em um album do Picasa.
Bom, por hoje é só pessoal. Aguardem mais novidades!

quarta-feira, julho 21, 2010

Saga matinal com o carro emprestado

Hoje é meu rodízio. Quarta feira. Só lembrei quando estava quase no meio do caminho. Se passasse a ponte do Jaguaré, estaria frito. Aí, voltei pra pegar o carro do meu irmão, um Ford Ka com motor flex. Nessa, já me atrasei bastante. Mas, como desgraça pouca é bobagem, quando liguei o carro, vi que estava totalmente sem combustível. Parece que ele estava só esperando uma quarta-feira para que eu colocasse álcool no carro dele. Pois bem, passei no posto.

Como sempre, o frentista perguntou se eu queria que ele visse o motor. Abri a tampa do capô e ele foi olhar. Nessas, já estava a caminho do caixa pra pagar quando o frentista me fala “ta faltando gasolina no reservatório aqui da ignição... quer colocar?”. Já pensei “merda, isso ta me saindo mais caro do que eu esperava”, mandei colocar a tal gasolina no motor de ignição. Assim que coloquei o cartão na maquininha, lá vem ele de novo me mostrando o medidor de óleo: “ta seco, tem que colocar. Custa 28 reais o óleo pra esse carro”. Desgraça pouca é bobagem, né? Beleza, mandei pôr. Afinal, se o carro pifasse no trânsito por falta de óleo no motor, ia me sair muito mais do que 28 reais.

Estou tentando até agora falar com o meu irmão pra falar que gastei uma grana preta com o carro dele hoje e que eu espero o ressarcimento o quanto antes. Mas o bonitão ainda está em seu doce sono de férias.

Resumo da ópera: cheguei ao trabalho uma hora mais tarde do que devia, 50 reais mais pobre e ainda corro o risco de não ver mais a cor dessa grana. E eu pergunto: custa abrir o capô do seu próprio carro de vez em quando pra ver se tem óleo? Não precisa ver a cor, a quilometragem... só checa pra ver se tem.

Puta merda.

terça-feira, julho 20, 2010

Brincando com o barbeador

Ultimamente tenho alternado entre rosto com barba e rosto sem barba. E, como todo mundo que faz a barba, durante o processo eu também brinco de fazer diversas formas, como American Chopper, Wolverine, Elvis, Bigode, até terminar por ter o rosto limpo.
Como ontem eu fiz a barba, acabei brincando um pouco disso. Tirei duas fotos no celular, deixo aqui para registro:


E aí, vai encarar?

segunda-feira, julho 19, 2010

Movidos a música: Grooveshark é o canal

A música tem dessas coisas que fazem a gente ter mais vontade de fazer tudo.

Aqui onde trabalho tem um som, sempre ligado. O pessoal aqui curte ouvir a Antena 1. É legal, é bacana, mas repete demais algumas músicas. E nem sempre estamos com vontade de ouvir o que o pessoal da Antena 1 gosta.

Então, minha solução é entrar no grooveshark (listen.grooveshark.com) e escolher eu mesmo minha programação, que chega aos meus ouvidos pelo meu super headphone do skype.

Cada dia pode ser uma programação diferente. Tem dias que eu só escuto Metallica. Nesses dias, o trabalho é agressivo, é rápido, é cru. O tempo passa voando e, quando se vê, já está na hora de ir pra casa. Nem sempre isso é bom, mas no geral é sim. O mesmo acontece quando escuto Raimundos ou uma seleção de punks dos anos 90.

Outra opção de diversão garantida é ouvir Jazz. Seja ele acid, eletrônico, tradicional, ou qualquer outra versão do gênero. É sempre bom, pois, apesar de ele manter a majestade, é sempre imprevisível e pode te acelerar tanto quanto uma música do Metallica. Costumo colocar nessa lista John Coltrane, Herbie Hancock, Koop, e geralmente deixo a opção "Radio" ligada pra manter a pegada.

Há ainda a possibilidade de ouvir só Roberto Carlos, ou Chico Buarque, ou Jorge Ben... É realmente uma coisa incrível. Movido a música como sou, é uma salvação para os dias em que os DJs da Antena 1 não estão lá muito inspirados no meu gosto - o que acontece quase todo dia. O bacana do Grooveshark é que você, criando um Login, pode salvar suas listas para ouvir outro dia. É praticamente um iTunes online gratuito. Na minha opinião, não preciso mais baixar MP3 em casa, eu simplesmente os escuto online via Grooveshark. Pretendo no futuro comprar uma conta VIP pra ter acesso a mais um monte de coisa que o site oferece, mas por enquanto ele
está me suprindo bem.

Existem outros sites de música, também. Um exemplo é o Last.fm (que agora virou 100% pago). Mas eu acho que o Grooveshark acertou na mosca de tal forma que os outros, agora, são só os outros.

domingo, julho 18, 2010

Novo Uno abortado

Esse fim de semana fui ver o Novo Uno na concessionária.

Acho que supervalorizei o carro, as versões mais baratas (com valores próprios de carro popular) são muito feias. As mais bonitinhas, com acabamento mais decente, saem tão caro que nem adianta pensar em comprar.

Aliás, tô percebendo que não é assim tão fácil comprar um carro. O meu tem sido avaliado abaixo do que eu esperava, e o juro dos financiamentos são ridículos. No final, pagamos dois ou até três carros.

Ainda visitei as concessionárias da Peugeot e da Chevrolet. O Corsa é feio por dentro, muito cru. Sou mais o meu Palio. O Peugeot 207 é lindo, robusto, com um belo acabamento, muito mais carro que o Novo Uno por um preço bem menor… mas não tem mercado de revenda, segundo meu pai.

De toda forma, não conseguiria bancar agora as parcelas do financiamento.

Vou ver um consórcio. Pelo menos faço uma poupança forçada. E também vou arrumar meu carro, deixar ele 100%. Isso já vai ser uma bela conquista.

sexta-feira, julho 16, 2010

Eu quero um Novo Uno

Estou pensando em trocar meu carro. Quero um Novo Uno, daqueles bonitões, em uma cor bem legal. Mas quero que ele seja 4 portas e flex. Não tem como não ser flex hoje em dia, mas é bom que se frise que eu quero a possibilidade de escolher o combustível mais barato.
Tenho gastado muita grana em gasolina ultimamente. Além disso, meu carro tem alguns probleminhas crônicos que eu já não aguento mais. A pior delas é a falha de todo palio de 2003-2004-2005: a porta não é devidamente vedada. Então, quando chove, entra água pelo vão do vidro e enche d’água. Aí, tem que puxar um dos borrachões que tem na parte de baixo da porta pra água sair. Só o palio tem esse borrachão, o que confirma minha suspeita de que essa é uma known issue do modelo.
Outro problema é a trava elétrica: devido às constantes inundações da porta, danificou-se o sistema da trava elétrica. Ou seja, a porta só trava quando quer e, sempre que eu vou estacionar o carro, tenho que checar diversas vezes todas as portas pra ver se estão travadas. Isso é um saco.
Claro, dá pra arrumar os dois, mas isso significaria, em conjunto com os pneus que já estão quase na hora da troca, gastar uma bela grana de uma vez pra ele ficar novamente usável e confortável de dirigir. Por uma parcela menor do que o total dispendido nessa operação, posso sair de carro novo. E de Novo Uno, que tem sido bastante elogiado pelo design inovador.
Não faço questão de motor 1.4. Mas quero ar condicionado (esse último verão foi foda), o que pode deixar a versão 1.0 inconcebível. E quero também um CD player com MP3 (pra colocar mais músicas do Roberto no CD e contemplar os que pediram outras canções do Rei na minha lista). Quero porta-trecos aos montes, não quero mais ter um carro todo bagunçado ou com tudo amontoado no porta-luvas. E quero um carro bonito. Penso em uma cor grafite, azul marinho ou verde musgo. Não quero nenhuma das invenções de adesivos do Novo Uno, acho isso meio babaca. Quero um carro clean.
Andei pesquisando os consórcios disponíveis aí no mercado, tem como eu me adaptar às parcelas. Só deixaria de fazer outras coisas, como guardar dinheiro para um possível mochilão pelo leste europeu quando me formar em Biologia. Semana que vem, ou talvez hoje, eu vou numa concessionária FIAT pra ver as condições e ver se o Novo Uno é isso tudo mesmo.
Meu pai disse uma coisa certa: carro é patrimônio. O meu já está bastante desvalorizado. Ter um novinho significa ter dinheiro aplicado nele. Fora o prazer de dirigir com aquele cheirinho de carro novo.
Sei que esse post foi muito consumista, mas de vez em quando sonhar não faz mal. Ainda que eu não compre o bichinho, está aqui registrada minha intenção.

quinta-feira, julho 15, 2010

Falando de política

Hora de almoço mais um dia.
Vou tentar criar essa rotina de escrever enquanto a marmita esquenta no banho-maria.

Hoje vou falar de política. Estamos em uma época propícia para tal, e agora já começou oficialmente o período de campanha, então o que eu escrever aqui não vai me render multas.

Em 2002, falei também sobre eleições aqui, mas não abri meu voto. Era óbvio que eu ia votar no Lula, mas não queria falar. Ainda tinha vergonha disso, pensando que não era uma coisa muito comum no meio onde vivia (e ainda vivo). Hoje, oito anos depois, não tenho mais isso. Acredito que o legal é a gente ser aberto, falar mesmo, já que não é vergonha nenhuma quando a gente vota com razões suficientes.

Para presidente, a escolha é fácil: Dilma Roussef. Aqui onde trabalho, a escolha geral é Marina Silva, e eu compreendo as razões. Mas escolho Dilma também porque não quero ver Serra assumindo a presidência e acabando com todos os avanços da administração Lula.

Por todos os números da economia do país, por todos os milhões de brasileiros que saíram da linha de pobreza absoluta, por todas as ações sociais, sem esquecer do desempenho internacional do país nos últimos 8 anos, pelas conquistas dos maiores eventos mundiais aqui, pelo PAC, pelo Pré-Sal, pela simplicidade e humildade do Lula, pela capacidade que ele tem de falar a todos os brasileiros sem exceção, pela trajetória, pela posição pelos mais necessitados. Por tudo isso, votei em Lula em 2002 e 2006. Por tudo isso, voto na continuidade de Dilma Roussef em 2010.

E, também, pelo fato de termos a possibilidade de uma mulher ocupar o principal cargo da nação. E isso não é pouca coisa. As mulheres já têm estado em alta há tempos, desde as revoluções do século passado, o auge no Brasil será a partir de 2011, quando teremos uma “Presidenta”.

Serra não tem propostas, não tem projeto, não tem discurso. Está na mesma situação que Lula estava em 1994, quando o Plano Real não deixava dúvidas que FHC seria eleito ainda no primeiro turno. A aprovação recorde do presidente operário o torna o melhor cabo eleitoral da história da nossa democracia. Serra, quando fala, prefere atacar a Bolívia e a Venezuela a falar mal de Lula. Sabe que isso não é vantajoso. O PSDB inclusive tem falado em punir seus candidatos a governos que associem suas imagens a Dilma. Se chegou a esse ponto, é porque nem os tucanos acreditam no Serra. Em Minas Gerais, o caso é emblemático: o fenômeno “Dilmasia”, que prega votar em Anastasia (PSDB), candidato de Aécio Neves, para Governador, e em Dima (PT), candidata de Lula, para Presidente. É ou não é uma situação muito complicada para Serra?

Outra coisa é o vice, Índio da Costa. Higienista, já quis proibir até as esmolas no Rio. Com um vice desses, teremos novamente a velha prática de expulsar os mendigos das ruas, como fizeram D. Pedro I nas ruas do Rio, e José Serra e Gilberto Kassab em São Paulo? Veremos as rampas anti-mendigo em escala nacional? Vou parar por aqui, pois se continuar, o texto vai ser só sobre ele.

E tem a Marina Silva. A escolha por Marina é um voto de opinião. Respeito muito. Mas, como bem disse Mino Carta no editorial da semana passada de Carta Capital, um voto em Marina é um voto em Serra, pois Marina e Dilma dividem um público em comum, que é proveniente das esquerdas do país, preocupado com as questões socioambientais. Sem dúvida Marina tem mais preparo na área ambiental do que Dilma, mas o governo não é feito só desse pilar. A pressão do cargo é muito grande e, se Marina não aguentou o Ministério do Meio Ambiente, entregando o cargo, será que teria força suficiente para levar a Presidência? Gostaria, sim, de vê-la participando do governo, mas não no cargo máximo. Concordo com as ideias dela, quero vê-la trabalhando em prol do meio-ambiente. Não poderia ser diferente, uma vez que é justamente isso que eu faço, e é justamente na mesma luta que eu me incluo. Mas não posso tirar um voto da Dilma e colocar na Marina, favorecendo Serra para um possível segundo-turno das eleições.

Agora, para governador, é mais complicado. Tudo indica que teremos uma vitória de Geraldo Alckmin em primeiro turno. Como já era de se esperar, pois quando a situação é boa, o continuísmo sempre vem muito forte. Como eu não sei como faz na urna o número do PSDB, para o Governo do Estado vou dar meu voto de opinião: Feldman (PV). Simplesmente não tenho alicerce moral para votar no Mercadante (PT), que se demonstrou sem personalidade e um candidato muito, muito fraco. Votar no PV é sinalizar que simpatizo com as ideias do partido, e que o rumo deles é um que eu aprovo.

Para deputado federal e senador, a dúvida maior. Não faço a mais vaga ideia de quem receberá meu precioso voto. Confesso que nem conheço os candidatos, tomei contato com um deles hoje, mas em outra oportunidade eu falo mais. Agora é pesquisar fichas corridas, trajetórias de vida e intenções de trabalho quando eleitos.

Com o perdão de encerrar o assunto pela metade, peço licença, pois agora a marmita deve estar já no ponto ideal para seu consumo. Outro dia continuo esse papo.

quarta-feira, julho 14, 2010

o Rei

Poucas descobertas musicais me influenciaram tanto quanto as pérolas da Jovem Guarda. Falo especificamente dos primeiros albums de Roberto Carlos, além, é claro, da sequência matadora de três albums de Ronnie Von.

Hoje vou falar do Rei. Roberto Carlos sempre foi sinônimo de brega pra mim. Até começar a ouvir o disco “Em ritmo de aventura”. A partir daí, passei a colecionar pérolas em mp3 do Rei, até ser convencido a chamá-lo pela alcunha eternizada pela Globo. Então, fiz um CD com as que eu mais gosto. Claro, em um CD comum não cabem muitas músicas. Mas as que entraram foram as seguintes:
  • Parei na contra-mão – música engraçadinha de um playboy dos anos 60 com sua caranga azarando um broto. Ponto alto: “acho que esse guarda nunca se apaixonou, pois minha carteira o malvado levou”
  • Negro-gato – ele se descreve como um negro gato de arrepiar, que conta uma história de amargar. É interessante ver o Rei nessa pose toda. Ponto alto: gritinhos de uóu em meio aos versos e a voz de malvado de Roberto Carlos.
  • Eu sou terrível – mesmo tema da anterior. Ele é terrível. Melhor não provocar se você for um broto. Ponto alto: “você não sabe de onde venho, o que eu sou e o que eu tenho”
  • É proibido fumar – “ma-conha!” ponto de partida do Skank, essa é clááááássica. Ponto alto: “eu pego uma garota e canto uma canção, nela dou um beijo com empolgação, do beijo sai faísca e a turma toda grita que o fogo pode pegar, AU!”
  • Quero que vá tudo para o inferno – música que o TOC do Rei não o deixa mais cantar, é uma bela e paradoxal declaração de amor. Bem propícia para esses dias frios de inverno. Ponto alto: “quero que você me aqueça nesse inverno, e que tudo mais vá pro inferno!”
  • Detalhes – uma das músicas-ícone do Rei. É realmente uma melodia muito bonita, mas ouvindo bem a letra, é de uma filhadaputice sem igual. Ponto alto: “se alguém tocar seu corpo como eu, não diga nada, não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada”
  • Ilegal, imoral ou engorda – RC junkie. Ponto alto: “tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda”.
  • Namoradinha de um amigo meu – Situação, hein, colega? O camarada se apaixona pela namorada de um amigo. Ponto alto: “o que é dos outros não se pode ter”
  • Não vou ficar – um grito de desabafo. O importante aqui é a atitude de falar. Um pé na bunda do Rei. Ponto alto: “pensando bem, não vale a pena-a ficar tentando em vão, o nosso amor não tem mais condição não, não, não, não, não, NÃO...”
  • Calhambeque – mais uma música de um playba dos anos 60 azarando brotos. Ponto alto: “olhando para o lado com cara de malvado...”
  • Eu te amo, te amo, te amo – uma história de amor à distância em tempos sem internet. Ponto alto: “maaaas o dia que eeeu puder lhe encontrar eu quero mostrar o quanto sofri por todo esse tempo que eu quis te falar... eu te amo, eu te amo, eu te amo...”
  • As curvas da estrada de Santos – mais uma de playba com sua caranga. Mas essa é de um playba com problemas amorosos que ameaça se matar nas curvas da estrada de Santos. Ponto alto: “você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim, e que na minha idade só a velocidade anda junto a mim”
  • Por isso corro demais – tempos de ruas e avenidas sem radares. Playboyzada dos anos 60 acelerando e achando que isso é prova de amor. Interessante ver o Rei como um adolescente. Ponto alto: sons de motor acelerando
  • Emoções – O Rei dos anos 90. Nosso Frank Sinatra. É uma reflexão bem bacana sobre a vida do próprio, que pode ser estendida às nossas vidas. Ponto alto: “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”
  • É preciso saber viver – Música de retomada da carreira dos Titãs depois da queda pós-sucesso do acústico MTV. Outra música que teve a letra mudada pelo TOC. E é uma verdade. Ponto alto: “Se o bem e o mal existem, você deve escolher, é preciso saber viver”
  • Traumas – Minha reflexiva preferida. Só ouvindo e sentindo mesmo. Ponto alto: “meu pai um dia me falou pra que eu nunca mentisse, mas ele também se esqueceu de me dizer a verdade”.
Muito dessa minha repulsa inicial pelo Rei veio do mesmo motivo pelo qual eu hoje o admiro muito: meu pai é um grande fã do Roberto. Mas eu sempre escutei as músicas pós-Erasmo Carlos. Cá entre nós, a fase religiosa dele é terrível. Agora, as fases rock’n’roll, black e jazz dele são realmente muito boas. A primeira pela ingenuidade e humor. A segunda, pelo ritmo e a terceira pela grande música que ele conseguiu fazer, no mesmo nível dos grandes intérpretes internacionais. É por isso que o chamam de Rei: ele conseguiu migrar por diversos estilos, sempre mantendo a majestade musical. Ele tem uma voz afinadíssima, além de um carisma incomparável.
Claro, tem muitas outras músicas que poderiam estar no CD, também, mas essas foram as que couberam. Ainda não tenho um CD player Mp3 no carro. Quem sabe no futuro eu não possa ampliar essa lista com outras?

Em outra oportunidade falo da trindade de Ronnie Von.

Tempo, tempo, mano velho

É, gente, parece que foi ontem, mas faz um tempão já que esse blog existe. Criei este blog em 2002. Estava indo do segundo para o terceiro colegial. Desde então ele tem sido um companheirão, onde eu escrevo o que me dá vontade, muitas vezes contando sobre meu dia-a-dia, outras vezes emitindo opinião... e a maioria das vezes deixando ele aqui, a postos, sem escrever nada de novo. E isso é também papel de um blog: ser um espaço permanente, não necessariamente me obrigando a escrever sempre.

Hoje, 2010, oito anos depois, estou no quarto ano da segunda faculdade.

Nesse meio-tempo, muitos empregos, muitas pessoas passando pela minha vida, muitos amigos vieram, se foram, muitos hobbies adquiridos, outros abandonados.

Foram muitos títulos do São Paulo, um do Brasil. Algumas decepções também, principalmente do Brasil.

É, tempo, tempo, mano velho. Blog, blog, mano velho. Esse sabe mais sobre mim do que eu mesmo.

terça-feira, julho 13, 2010

A marmita

Voltei a trabalhar em um local longe o suficiente para não ter a possibilidade de voltar pra casa para o almoço. Isso me dá duas alternativas: pagar para almoçar fora ou marmita. 

Obviamente, com o meu salário, decidi pela marmita. Mas ainda não reaprendi a preparar uma de modo que eu não termine com fome ou tenha que jogar o resto fora. 

Esses dias, o povo daqui do escritório, para me acompanhar, pediu beirute delivery. Eu tinha trazido arroz, feijão, frango à passarinho e, de sobremesa, queijo branco e goiabada. Tudo isso em um daqueles potes com três divisões. Estava bastante empolgado com o almoço, achava que ia ser muito bom. 

Aí chegaram os beirutes. 

Eles eram grandes, de filé, com salada, ovo, tomate seco... E no tempo que eu terminei meu prato e a sobremesa, o povo do beirute ainda estava na metade, pensando em guardar o resto para mais tarde. 

Nessa, eu comecei a perceber que minha fome ainda persistia. E o beirute deles também. E defini que marmita é sim um negócio legal, mas tem que ser bem feita. E, de vez em quando, eu vou comer um beirute aqui também, só pra não ter filhos com cara de pão sírio. 

E ontem lá fui eu no restaurante conhecido aqui como Gordurinha. Não tinha trazido comida de casa. Um prato pequeno, com salada, arroz, feijão, banana a milanesa e farofa, mais um suquinho de limão, saiu pela bagatela de R$ 18,90. E decidi que não dava pra comer gastando isso tudo. 

Hoje, trouxe marmita. Caprichada. Até fritei bife e cebola ontem à noite para colocar nela, dar uma incrementada. Trouxe Guaraná, que vai durar pra hoje e pra amanhã. E, pelo cheiro, e por estar já há meia hora no banho maria, deve estar pronta. Veremos se foi suficiente.

quinta-feira, julho 08, 2010

Blog temático

Talvez transforme este em um blog temático. Não mais para falar amenidades sobre minha vida, mas para emitir opiniões e postar notícias e artigos acerca de algum assunto em específico. Talvez esse assunto seja Meio Ambiente e Sustentabilidade. Talvez.

Ou talvez eu mantenha como está, e deixe rolar, como sempre deixei, correndo o risco de ficar sem assunto/saco para escrever aqui.

Se bem que tenho saudade de postar direto aqui. Vou fazer mais esse exercício de escrever. Principalmente porque o Blogger permite a postagem pelo e-mail e escrever um e-mail é socialmente mais aceito do que escrever em um blog.