terça-feira, julho 13, 2010

A marmita

Voltei a trabalhar em um local longe o suficiente para não ter a possibilidade de voltar pra casa para o almoço. Isso me dá duas alternativas: pagar para almoçar fora ou marmita. 

Obviamente, com o meu salário, decidi pela marmita. Mas ainda não reaprendi a preparar uma de modo que eu não termine com fome ou tenha que jogar o resto fora. 

Esses dias, o povo daqui do escritório, para me acompanhar, pediu beirute delivery. Eu tinha trazido arroz, feijão, frango à passarinho e, de sobremesa, queijo branco e goiabada. Tudo isso em um daqueles potes com três divisões. Estava bastante empolgado com o almoço, achava que ia ser muito bom. 

Aí chegaram os beirutes. 

Eles eram grandes, de filé, com salada, ovo, tomate seco... E no tempo que eu terminei meu prato e a sobremesa, o povo do beirute ainda estava na metade, pensando em guardar o resto para mais tarde. 

Nessa, eu comecei a perceber que minha fome ainda persistia. E o beirute deles também. E defini que marmita é sim um negócio legal, mas tem que ser bem feita. E, de vez em quando, eu vou comer um beirute aqui também, só pra não ter filhos com cara de pão sírio. 

E ontem lá fui eu no restaurante conhecido aqui como Gordurinha. Não tinha trazido comida de casa. Um prato pequeno, com salada, arroz, feijão, banana a milanesa e farofa, mais um suquinho de limão, saiu pela bagatela de R$ 18,90. E decidi que não dava pra comer gastando isso tudo. 

Hoje, trouxe marmita. Caprichada. Até fritei bife e cebola ontem à noite para colocar nela, dar uma incrementada. Trouxe Guaraná, que vai durar pra hoje e pra amanhã. E, pelo cheiro, e por estar já há meia hora no banho maria, deve estar pronta. Veremos se foi suficiente.

Nenhum comentário: