quarta-feira, novembro 09, 2011

Sobre os acontecimentos na USP

Quando há discórdia, amargura, intolerância e ódio, nunca haverá espaço para a compreensão das razões alheias. Assim, também nunca haverá empatia, cessão e busca por um ponto médio entre os interesses conflitantes. 
O caso recente da USP é o exemplo mais acabado dessa noção. Claro é que não houve boa vontade de nenhuma das partes no sentido de atingir uma conciliação. Também é claro que os estudantes que ocuparam a reitoria, ainda que em uma ação precipitada, estão legítimos em seu direito de expressão e de fazerem-se ouvir pelos que têm o poder de decidir. Assim como o reitor pode pedir a reintegração de posse do prédio, realizar ações para reduzir a criminalidade do campus, que é uma demanda da sociedade e da maioria da comunidade USP. O que ele não pode é tratar essa mesma comunidade como bandidos. Tampouco os estudantes devem agir como bandidos. A USP é uma universidade e, como tal, deve ser um centro de debate de ideias, de questionamentos, de dúvidas e busca por alternativas ao que é hoje aplicado na sociedade. Alternativas estas que podem ser testadas nos campi da universidade, que servem como laboratórios da sociedade. São frações da sociedade nas quais essas novas ideias - sejam elas inovações tecnológicas, de transporte, políticas ou qualquer outro tipo - são testadas. Quem disse que a maconha deve ser combatida com tamanha ferocidade? Se é uma lei, leis são perfeitamente mutáveis. Era realmente necessário combater usuários - que nem criminosos são - como forma de aumentar a segurança no campus? Qual é a prioridade da PM na universidade? Impedir a contravenção? Uma inovação tecnológica pode ser uma contravenção? Uma nova teoria é uma contravenção?
Temos diversos exemplos de "contraventores" que mudaram o mundo no passado. Copernico, Darwin, Newton e Einstein são apenas alguns dos que introduziram ideias que, em seu tempo, foram consideradas absurdas e dignas, no caso de alguns, de inquisição e fogueira!
A PM não combina com o caráter inovador da Universidade. A PM não está preparada para ser enfrentada e questionada, como é esperado de qualquer coisa ou pessoa que entre em contato com a Universidade. A PM é, antes de tudo, um instrumento de controle social do Estado. Ela existe para manter a ordem pública. Isso significa manter as coisas como são, como estão escritas nas leis. Manter a imutabilidade do mundo atual. E a mutabilidade é justamente o principal caráter da Universidade. Manter a ordem não combina com buscar novos equilíbrios para o mundo.
Mas também sou contra a greve. A greve é o mais radical dos instrumentos de negociação entre empregados e empregadores. É o equivalente à prisão no direito criminal. Existem crimes que acarretam em prisão, outros em fiança, outros em prestação de serviços à sociedade. Da mesma forma, existem negociações que pedem greve, e outras que não pedem. A USP tem, nos últimos anos, usado esse recurso de maneira exaustiva e sistematizada, como se fosse a única forma de negociar. A greve foi banalizada, é recebida pela opinião pública não mais com surpresa. Uma arma que não surpreenda perde grande parte do poder de vencer a guerra.
É hora de diálogo. De convencer a comunidade do absurdo que é militarizar o campus. Sugerir alternativas viáveis. Estudar o assunto. Afinal, somos estudantes! Somos educados, aprendemos o suficiente para construir uma argumentação coerente! Por que diabos precisamos de greve logo de cara pra conseguir algo?
Chegamos a um ponto em que a fatia fascista da sociedade se regozija ao generalizar o termo "estudante da USP", ao falar a favor do ódio, da violência e da intolerância. Não podemos dar ainda mais combustível para essa turma iletrada e viúvas da ditadura que não viveram. Para isso, basta não sermos também órfãos dessa mesma ditadura. Que também não vivemos, nem queremos viver.
Ódio gera ódio. De nada adianta gerar o ódio e depois citar poesia para a tropa de choque. Vamos nos policiar (com o perdão da má palavra) para não gerar ainda mais odio daqui pra frente.

terça-feira, outubro 04, 2011

unnamed

Era um cara calmo. Todos o viam com respeito, e até certa admiração. Mas esse tipo de pessoa, ao ser tirado dos eixos, é capaz de fazer as piores coisas para se vingar.

Entre elas, escrever um péssimo texto e deixar que ele se propague pelos feeds da vida.

São três da madrugada. E eu não vou terminar o texto.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Enquanto isso, no banheiro do ipt...

E precisa?

Pior que precisa.

O futuro craque das canchas

Hoje vou falar sobre Neymar.

Que é um craque, ninguém nega. Que sou fã, também não nego.
O que nego é que ele já esteja pronto - e isso só aumenta minha admiração pelo garoto. Nego, também, que ele esteja correto ao fazer o que tantos o criticam: provocar o adversário. 11 entre 10 pessoas que já jogaram futebol sabem o quanto é irritante um adversário que destrói com a bola no pé e depois sai dando risada, dando piscadinhas, faz firulas com a bola parada ou mesmo em lances que elas não eram nem um pouco necessárias. 12 entre esses 11 sabem que o sangue sobe e, se o cidadão não tiver cabeça no lugar, pode dar besteira.
Pois Neymar precisa compreender que futebol é um jogo que ganha quem faz mais gol, não quem faz mais firula. Peguemos como exemplo os jogos contra a Argentina e Uruguai no Sul-Americano Sub-20. Vimos 2 jogadores diferentes em campo. Contra a Argentina, apagado, acuado, irritado. Contra o Uruguai, firulento, marrento, provocando e irritando. Qual a diferença entre esses jogos? Contra a Argentina, o Brasil começou perdendo e teve que correr atras do resultado - e não conseguiu: 2 a 1 para los hermanos, com gol de Willian José. Contra o Uruguai, construiu-se uma bela vantagem de 6 a 0, com 3 gols de Lucas,2 de Neymar e um de Danilo. E não se viu Lucas, dono do jogo, fazendo firulas desnecessárias, provocando adversários ou dando piscadelas ao sair de campo.
Futebol é um jogo onde jogam homens, com todos os seus defeitos e qualidades. A provocação que Neymar faz quando seu time está à frente do placar leva para si uma antipatia crescente, que pode transformar um belo jogo em um octógono, como quase aconteceu na goleada contra os uruguaios. Quando foi substituído, Neymar saiu dando piscadelas aos uruguaios, em um esforço claro e desnecessário de irritá-los. Ali, Neymar fez com que os que se mantiveram em campo levassem as chuteiradas que seriam destinadas a ele. Compare com o jogo contra a Argentina. Neymar acabou levando cartão amarelo desnecessariamente por reagir a uma firula do goleiro adversário, desfalcando o time para o jogo contra o Equador. Esse comportamento é digno de quem provoca quando está ganhando?
Provocar com 6 a 0 no placar é fácil. Jogar sério quando está perdendo de 1 a 0 para a Argentina com um a menos é que é o difícil, o esperado de craques da magnitude que Neymar quer - e pode - ser. Neymar será muitas vezes eleito o melhor do mundo. Mas ainda é um adolescente mimado. Quando esse garoto atingir a maturidade no futebol, sai de baixo.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

E Ronaldo se aposenta...

Ronaldo foi um dos grandes jogadores que eu vi jogar. Junto com Romário, Rivaldo, Ronaldinho, e alguns outros gênios que brilharam na década de 90. Hoje, vemos outros surgirem (mas não com nomes que começam com R, como foi sina da última geração de craques).
 
Sua despedida, juntamente com o recente campeonato sub-20 conquistado pelo Brasil, marca o início do fim do futebol que conhecemos, dando lugar ao novo futebol. O velho futebol tetra e pentacampeão saindo de cena para dar lugar à nova geração, a Neymar, a Lucas, a Ganso, a Pato. Essa nova geração, a que vai disputar o Mundial no Brasil em 2014, as Olimpíadas ano que vem em Londres.
 
E vão ficando pra trás os saudosos jogadores que tanto nos deram alegria, tristeza e raiva. Ronaldo já foi. Antes dele, já foram Denilson, Edmundo, Raí, Marcelinho Carioca, Cafu, Junior Baiano, Bebeto... Os próximos, em 2011 ou 2012, serão Rivaldo, Rogério Ceni, Marcos, Roberto Carlos, enfim... uma infinidade de nomes que hoje ainda são sinônimos de Futebol. Uma porção de lendas que ficarão gravadas na história do esporte, inspirando crianças que farão a geração que virá quando Neymar, Lucas, Ganso, Pato & cia. estiver se aposentando.
 
Assim como a época dos goleiros Zetti, Velloso e Ronaldo se foi, a aposentadoria de Ronaldo ontem marca o fim de mais uma safra, que dá lugar às novas pérolas do nosso futebol.
 
Nostalgicamente, digo muito obrigado, Ronaldo! Você foi grande, e a comoção que causa sua despedida é a maior prova disso.
 
Deixo aqui um vídeo com todos os 15 gols em Copa do Mundo desse que foi um dos maiores atacantes da história do futebol.
 

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Como a gente muda, né?

Cartão USP cancelado porque venceu. Ao pedir outro, tenho a oportunidade de mudar a foto.

Aí que a gente percebe como as coisas mudam em apenas 5 anos. E não é só mudança estética, cosmética. 

Como as coisas mudaram de 2007 pra cá. E que bom que mudaram!

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

O sono no trabalho

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(via najmetender)

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Por mais que a gente tente dormir, tem dias (e noites) que a gente simplesmente não consegue.

Esses dias têm sido assim. Principalmente pelo calor, fico rolando na cama, suando e sonhando acordado com um ar condicionado.

Aí, no trabalho, o sono vem arrebatador.

Haja água gelada pra manter a cabeça acesa.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Explicando o nome do blog...

Importação concluída, mas...

O Posterous terminou de importar o velho blogspot de guerra. Mas não importou tudo, apenas os últimos 400 e poucos posts. Mas tudo bem, o blogger continua lá, firme e forte, guardando minha história recente.

 

Em casa vou ver se consigo mexer no layout dele tão fácil quanto eu mexia no blogger. Se é pra vir pro Posterous, que seja porque ele é melhor. Caso contrário, mission aborted e começo a usá-lo só como um atalho, mesmo.

Começando esse troço de Posterous

Sempre usei blogger e sinto um pouco de remorso por mudar de plataforma. Mas talvez esse Posterous seja um pouco mais prático, uma vez que tem aplicativo para Android e me permite facilmente postar via e-mail. Além disso, ele está nesse momento importando minhas postagens do blogspot, espero que não perca todo meu histórico - que remonta a janeiro de 2002, quando comecei meu blog.
Espero ter menos trabalho para escrever usando o Posterous. Espero que tenha mais vontade de escrever com o Posterous.
 
Além disso, não vou postar só textos. Vou postar fotos e tudo o mais. E, como ele está linkado com minha conta no Facebook, no Buzz e no Blogger, só não me lê quem não quiser.
 
Vejamos como será o futuro.